Parar um dia e perceber que não tem ninguém a sua volta. Ninguém que se importe com o que você pensa, faça ou deixe de fazer. Perceber, enfim, que ninguém é seu amigo. Que poucos são os que se dizem ser seus amigos, e menos ainda são os verdadeiros!
Eu estou aqui. Preso na cápsula do tempo. Esperando um amigo, que me entenda e que goste de mim de verdade. Esperando e esperando. Os que me acordam da “cápsula” são os mesmos que me dão mais motivos ainda para continuar dormindo. E ainda tem gente colocando a culpa em mim de tudo de ruim que me anda acontecendo.
Sinceramente?! não agüento mais! Não quero falar de hipocrisia. Sei que falar de hipocrisia é clichê no país e ninguém liga. Também não quero falar de amor, porque poucos são os que dizem conhecer o amor, e menos ainda são os que realmente conhecem.
Quero falar de importância! Eu quero me sentir importante também. Quero ser lembrado nas ocasiões, e, puxa vida, não sou.
Tenho me deparado com pessoas do passado que me dizem o quanto marquei a vida delas e convivido com as pessoas do “presente” quem estão mais preocupados em me amadurecer.
Ninguém deve ter entendido ainda. Poucos são os que dizem ser mais amadurecidos que eu, poucos tem a audácia de dizer que amam mais as outras pessoas que eu, poucos tem coragem de dizer que perdoam o mundo e suas ofensas com mais facilidade que eu. E menos ainda são os que realmente são mais amadurecidos, amam ou perdoam mais que eu.
E eu? Esquecido, por todos. Os únicos que se lembram de mim quando eu mais preciso são os que “todo mundo” diz pra que eu me afaste. Não vou me afastar deles se é isso que “querem” saber. E nem vou deixar de ser como eles. Sinto muito. Mais não dá!
Pra que? Pra ter que conviver com a carência e com a solidão a vida inteira e botar a culpa nas minhas característica? Para chegar ao fim da vida e perceber que os poucos que diziam ter ido ao meu velório foram para fazer “festa”?
Por isso eu me incubo. Nesse cubo imaginário, com meus amigos imaginários, dentro de uma cápsula do tempo e durmo. Nos meus sonhos os outros me amam. Aqui nessa “realidade” nem se quer lembram-se de mim!
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