quarta-feira, 31 de março de 2010

O medo de ter medo!

Medo. Era isso que sentia na maioria das vezes. Por perceber a solidão, sua companhia constante e incessante trazendo o pavor e inquietando a alma. Uma mulher que traja roupas pretas. Sexy. Sensual mulher. Um ser que de tão reluzente parece ouro de preto, num sobretudo que oculta a lingerie de sua alma.


Saber enfim. Que nada é de verdade, e que a cada sentimento a cinza se mostra provando que a única verdade é o que sentimos e não o que vemos. E agora, eu sinto medo.


Realidade a qual me aprisiona, dando a mim coragem enfim, pois, preciso de medo para poder vencê-lo. Ou não?


O que me dizem? Os que me amedrontam? Eles acreditam em si, e se eu não acreditasse não me amedrontaria.


Por isso, e só por isso eu tenho medo. Porque acredito.

É por isso... E só por isso que tenho medo. Os fantasmas que me rondam me fazem vê-los. As suas mentiras me iludem e o meu crer se aponta para o lado mais sóbrio que se vê.


O bem existe mais saber disso não é o suficiente. Quando se sabe também da existência do mal, afinal, seu tamanho e sua cor... Assustam...


Medo. Não sei no que acreditar, não sei o que pensar... Mais sei que tenho medo.


Não posso mais fugir, nem me esconder... Porque mesmo que os fantasmas não me achem aqui no escuro, é desse sentimento que eu fujo.


A mulher ainda está aqui, e sua respiração me arrepia os sentidos. O abstrato está com ela e a transforma numa aberração. Porém, ainda é linda. Em algum lugar seu rosto perfeitamente resplandece, afinal, a solidão não é de todo mal. Mais na hora do medo é a pior de todas as vizinhas.

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